Intercâmbio na Romênia

TEXTO ENVIADO POR LUCAS MALACARNE ASTORE

Em meados de 2014, surgiu em mim uma vontade muito grande de viver algo diferente na minha vida, algo que faria com que eu crescesse como pessoa.

A ideia de fazer um intercâmbio sempre esteve na minha mente, mas parecia ser algo muito distante. Até então só conhecia as modalidades que as agências ofereciam e que custam bastante dinheiro.

Além disso, sentia que não me encaixava naquelas propostas.

Queria algo que me desafiaria muito mais que uma simples work experience (modalidade de intercâmbio que permite trabalhar em um país estrangeiro). Então, uma amiga próxima me apresentou a AIESEC e quando fui pesquisar sobre a organização, um milhão de duvidas surgiram na minha cabeça e logo preenchi minha inscrição no site do comitê da minha cidade, Vitória.

Saiba mais sobre AIESEC

Depois de algumas conversas e muita vontade de tornar tudo aquilo em realidade, decidi encarar.

Fiz algumas entrevistas por Skype e escolhi a Romênia, em uma cidade na costa do pais chamada Constanta, 4 horas de carro da capital.

Meus pais sempre trabalharam muito, e não tinham tempo para resolver todas burocracias que um intercâmbio exige, então tive que correr atrás de tudo: comprar o seguro saúde, a passagem de avião ou até mesmo resolver como iria levar meu dinheiro…

Enfim, depois de solucionar todas essas questões só faltava mesmo esperar o dia do embarque, e quanta insegurança.

Ia fazer conexão em Paris, e tinha medo de exatamente tudo. De não conseguir me localizar no aeroporto, não conseguir me comunicar, de perder o voo… Afinal, era minha primeira viagem internacional e sozinho.  

Mas foi incrível!

Quando cheguei no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, nem me lembrei mais dos medos. É tudo tão bem sinalizado que só se perde que quer!

Pronto, quebrada essa barreira da conexão, ainda tinha a chegada na Romênia.

Meus principais medos eram: se ninguém estiver lá me esperando, se alguém me der informação errada, se ninguém entender inglês, entre outras várias.

Cheguei e após responder algumas perguntas da polícia e pegar minhas malas – uma que inclusive quebrou com o voo – entrei na sala de desembarque.

Era meia noite, e um dos meus medos acabou se tornando realidade, a pessoa que supostamente estaria lá me esperando, não estava… Mantive a calma e tentei falar com alguém pelo WhatsApp – já tinha vários contatos dos romenos da AIESEC de lá – e em menos de 20 minutos um dos romenos mais simpáticos que conheci apareceu e me ajudou a pegar o ônibus para chegar na minha cidade.

Enfim, tudo saiu como planejado!

Um dos primeiros choques culturais que tive, assim que pisei em solo europeu, foi com o estilo de roupa que se usava no inverno.

Totalmente diferente do que eu tinha levado comigo e que qualquer brasileiro usa. Botas com pelos, casacos de pele enormes, toucas de cabeça estilo esquimó, entre outras vestes que nunca irei usar na minha cidade com um inverno de 18°C.

Glauce (Recife), Fiona (Pequin/China) e Carolinne (João Pessoa) - amigas de intercâmbio (Foto: Lucas Malacarne Astore)

Glauce (Brasil), Fiona (China) e Carolinne (Brasil) – amigas de intercâmbio (Foto: Lucas Malacarne Astore)

Logo no primeiro dia em Constanta pude observar várias diferenças culturais e situações que eu e os intercambistas brasileiros achávamos bizarras, como por exemplo, o livre arbítrio dos motoristas em estacionar onde quiserem.

Na Romênia você estaciona na rua, sem problemas (Foto: Lucas Malacarne Astore)

Na Romênia você estaciona na rua, sem problemas (Foto: Lucas Malacarne Astore)

Sim, pedestres dividem a calçada com os carros e isso é super comum e legal lá.

Os prédios em sua totalidade, não tinham muros, e eram bem velhos. Uma construção com um estilo antigo e peculiar que me tirava a atenção sempre que andava pelas ruas.

O mais diferente de tudo pra mim foi ver que romenos podiam fumar em lugares fechados como restaurantes, pubs, cafés e baladas.

Eu de fato me sentia vivendo no século passado!

Por incrível que possa parecer não tive qualquer problema com a culinária romena, muito pelo contrario, amei tudo!

Prato típico: Mamaliga (polenta) e Sarmale (uma espécia de charuto de couve) (Foto: Lucas Malacarne Astore)

Mamaliga (polenta) e Sarmale (uma espécia de charuto de couve) (Foto: Lucas Malacarne Astore)

OK, exceto uma sopa tradicional de tripas, mas no geral tudo era muito bom.

Sopa de tripas da Romênia (Foto: Google imagens)

Sopa de tripas da Romênia (Foto: Google imagens)

O único problema foi com relação aos horários.

Romenos geralmente não têm horários fixos de café da manhã, almoço e jantar.

Eles comem quando sentem fome, dessa forma, nos primeiros dias a AIESEC local marcava algumas reuniões 11:40 horas ou meio-dia e essa era a hora que nós intercambistas sentíamos  fome e queríamos  almoçar. Depois de conversar com eles sobre o assunto, eles acharam muito engraçado e, a partir daí, as reuniões passaram a ser a tarde ou a noite.

Como sempre, provaram ser pessoas totalmente abertas e compreensíveis, além de sempre nos ajudar em todas e quaisquer dificuldades que encontramos pela frente ao longo do intercâmbio, o que aliviou meus medos e facilitou com minha adaptação para viver fora da minha bolha.

Dados do Intercâmbio:

Período de realização: Janeiro à Março de 2015
País de destino: Romênia
Projeto Realizado: LEARN TODAY – BUILD TOMORROW

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2 Comments

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