Intercâmbio voluntário na Polônia

Existem 3 coisas que eu pensei que não sabia antes de fazer meu intercâmbio social pela AIESEC:

  • Como me relacionar (bem) com crianças;
  • Como me relacionar (de maneira compreensível) com poloneses;
  • Como dizer sim sem pestanejar nem duvidar, quando a oportunidade aparece.

Lembro que quando conheci a AIESEC e o Cidadão Global, fiquei apaixonada. A ideia de juntar uma viagem com trabalho voluntário em uma única experiência era sensacional e, a partir daquele momento, o intercâmbio social passou a ser meu “plano para o próximo verão”.

Pois acabei me perdendo no tempo (esse traíra), na faculdade, nos estágios que surgiam, na vida que acontecia e fui deixando que esse “próximo verão” ficasse pra depois.

Só que aí, tem vezes que os dias da gente ficam meio parados demais, monótonos demais, sem nada demais para acontecer. E tem vezes que esses dias viram semanas e aí viram meses e aí, antes que virem anos, a gente decide que precisa mudar.

Resolvi tirar o plano AIESEC da gaveta e, no período de 1 mês, encontrei meu projeto, assinei o contrato, larguei o trabalho e comprei as passagens. Em menos de 1 mês eu tinha dito sim. Pra trabalhar com crianças. Na Polônia.

Alunos poloneses do intercâmbio (Foto:

Alunos poloneses do intercâmbio (Foto: Monique Furlan)

Meu intercâmbio durou 2 meses e durante esse tempo dei aulas de inglês para crianças e adolescentes em escolas públicas da Polônia e levei até eles um pouco da cultura brasileira também.

Durante esses 57 dias, trabalhei com pessoas da Indonésia, Malásia, Ucrânia, Rússia, Romênia, China e Sri Lanka, e fiquei em casas de famílias polonesas que me receberam durante a realização do meu projeto.

Alunos da Polônia do intercâmbio social

Alunos da Polônia do intercâmbio de trabalho voluntário (Foto: Monique Furlan)

Se algum dia pareceu impossível trabalhar com crianças (principalmente polonesas), ter a oportunidade de dedicar o meu tempo a elas e levar qualquer tipo de conhecimento e novidade para a sala de aula foi tudo o que precisei fazer pra receber em troca sorrisos, atenção e uma avalanche de sonhos, imaginação fértil e a certeza de que eu nunca poderia ter acertado mais na minha escolha.

Crianças da escola na Polônia

Crianças da escola na Polônia (Foto: Monique Furlan)

Com relação a Polônia, essa certeza não foi diferente. Poder conhecer o país através das histórias contadas pelas famílias onde fiquei e fazer parte do cotidiano daquela cultura foi incrível e me fez adotar o país como segunda casa – e ser adotada por ele também.

Uma de minhas comidas no intercâmbio

Uma de minhas comidas no intercâmbio (Foto: Monique Furlan)

Além disso, ter viajado com a AIESEC possibilitou que eu convivesse e trabalhasse com pessoas de outras 15 nacionalidades, o que tornou a experiência ainda mais intensa e transformadora.

Ao final desses 57 dias, foram 4 cidades, 5 escolas, 9 casas de família, 75 turmas diferentes e, como é difícil resumir em um texto tudo o que acontece em uma viagem assim, deixo uma lista de coisas aleatórias e importantes que eu vi e aprendi durante essa experiência:

  • Nós somos feitos de momentos e de lembranças e a memória é traíra: vale a pena ter sempre uma câmera, papel e caneta por perto, pra não esquecer do que foi bonito um dia.
  • Nunca vai existir o momento certo pra nada. Então, se der vontade, se sentir que é a hora, vai e faz. Vai dar certo ou errado do mesmo jeito e só vai depender de ti pra acontecer;
  • Quem tem boca vai à Roma e quem sabe brincar de mímicas consegue se comunicar em Polonês;
  • Mais que dinheiro, a gente vai sempre precisar da generosidade das pessoas. E a melhor maneira de agradecer é com amor;
  • O melhor jeito de desenvolver liderança é precisar de um líder. E não ter um líder;
  • Skype foi uma das melhores invenções da última década;
  • Crianças têm uma imaginação incrível e quanto mais tempo você passa com elas, mais reais e atingíveis as coisas incríveis vão parecer para você;
  • Caralho é uma das melhores expressões do mundo;
  • A Polônia é tipo aquela tia louca, que te recebe bem, te alimenta bem e ainda te dá vodka depois do jantar;
  • Às vezes, “abrir a mente” significa entender que você estava errado esse tempo todo;
  • A gente é capaz de viver com ¼ da quantidade de roupas que possui;
  • O Brasil é tipo o aluno queridinho da professora, o neto preferido da vó: cheio de problemas e defeitos e cagadas, mas que todo mundo só consegue amar;
  • Qualquer lista e qualquer plano pode ser alterado o tempo todo: coerência e rigidez roubam a liberdade;
  • Se o que você faz te dá orgulho e prazer, você nunca vai parar pra contar as horas que trabalhou;
  • A gente pode sempre encontrar pedaços de nós mesmos em outras pessoas e em outros lugares e isso é mágico;
  • Você é o único responsável pela tua própria história;
  • Sempre vai valer a pena usar essa responsabilidade pra impactar e deixar mais cheia de vida a história de outras pessoas.

E sobre as 3 coisas que eu pensava que não sabia antes do meu intercâmbio social pela AIESEC: viajar é a melhor maneira de perceber que a gente sabe muito pouco sobre o mundo.

E é também a melhor maneira de vencer todos aqueles medos daquilo que a gente ainda não se desafiou a aprender.

Dados do Intercambio:

Período de realização: Setembro à Outubro de 2014
País de destino: Polônia
Projeto Realizado: ENJOY MY ORIGIN

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