Macau, a Las Vegas do Oriente

Você já teve aquela vontade de conhecer Las Vegas, mas sempre achou que era muito longe?

Imagina se você morasse na Ásia e tivesse o sonho de conhecer os cassinos e a vida noturna agitada desta cidade, localizada no meio do deserto de Nevada, nos Estados Unidos, que está presente em diversos filmes de Hollywood, mas nunca teve a oportunidade por ser distante demais.

Não se preocupe, pois Macau é a Las Vegas asiática!

Macau foi colonizada e administrada por Portugal por mais de 400 anos, sendo um importante ponto comercial e armazém de mercadorias, por onde o país traçava uma rota estratégica para fechar acordos mercantis com países como o Japão e China.

Somente em 20 de dezembro de 1999, após embates e revoltas históricas ocorridas décadas atrás com residentes chineses na região, um acordo foi firmado entre China e Portugal, e Macau passou a ser Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) pertencente à República Popular da China. Por esse motivo, não é considerado um país, apesar de possuir bandeira e moeda própria.

Minha aventura por Macau teve inicio no aeroporto internacional de Macau que fica na ilha de Taipa, a ilha mais povoada.

A região ainda é composta pela Península de Macau, onde a ilha faz fronteira com a China; Coloane, ilha mais afastada e menos desenvolvida se comparada com Taipa; além do istmo de Cotai, local onde se encontram os conhecidos cassinos da região.

Mapa de Macau (Foto: world of maps)

Mapa de Macau (Foto: world of maps)

O cartão de imigração para entrada no país já especificava o que eu havia pesquisado sobre Macau. A região possui duas línguas oficiais, o chinês e o português. Restava saber se o povo realmente falava português.

Cartão de imigração de Macaua (Foto: Matheus Pinheiro de Oliveira e Silva)

Cartão de imigração de Macaua (Foto: Matheus Pinheiro de Oliveira e Silva)

Macau era minha terceira parada de um mochilão que estava fazendo por alguns países do sudeste asiático.

Eu estava usando a mesma estratégia que as demais localidades visitadas anteriormente, chegar sem rumo, sem orientação definida, sem a certeza de onde comer e dormir, mas com desejo de desbravar o desconhecido.

Após sair do aeroporto, eu estava em um novo mundo e minha primeira opção foi procurar um táxi para me levar para a região mais povoada, a ilha de Taipa.

Estava esperançoso de que pudesse falar português, já que faziam nove meses que não praticava, mas me deparei com um taxista de traços chineses marcantes que não sabia falar português e muito menos inglês.

Já estava angustiado de não conseguir me comunicar, quando encontrei um taxista que identificou o que eu queria e me levou até o Largo do Senado, o centro urbano de Macau.

Havia avistado um prédio que indicava ser um centro de serviços de auxílio ao turista, e lá pude arriscar falar português com o atendente.

Consegui um mapa e dicas sobre Macau, além de provar que apesar de placas indicativas em português e mandarim, realmente o mandarim é o idioma mais falado por todos. Então já pode ir praticando, senão a mímica poderá ser seu novo dom.

O Largo do Senado sempre foi o centro urbano de Macau e abriga prédios de arquitetura em estilo europeu, como a Santa Casa da Misericórdia e o Edifício do Leal Senado.

Outra marca do Largo é a pavimentação feita pelos portugueses no período em que Macau ainda era colônia de Portugal, que lembra o calçadão de Copacabana, com seus efeitos ondulatórios.

Largo do Senado (Foto: Matheus Pinheiro de Oliveira e Silva)

Largo do Senado (Foto: Matheus Pinheiro de Oliveira e Silva)

Santa Casa da Misericórdia (Foto: Matheus Pinheiro de Oliveira e Silva)

Santa Casa da Misericórdia (Foto: Matheus Pinheiro de Oliveira e Silva)

Devido a sua relação com Portugal, nas ruas de Macau facilmente encontram-se resquícios que remetem aos antepassados, como os azulejos com pinturas que retratam alguma passagem histórica e as igrejas católicas.

Mural de azulejos portugueses (Foto: Matheus Pinheiro de Oliveira e Silva)

Mural de azulejos portugueses (Foto: Matheus Pinheiro de Oliveira e Silva)

Virgem de Nossa Senhora do Rosário (Foto: Matheus Pinheiro de Oliveira e Silva)

Virgem de Nossa Senhora do Rosário (Foto: Matheus Pinheiro de Oliveira e Silva)

Ademais, o Centro Histórico de Macau possui um conjunto de 29 patrimônios arquitetônicos que incluem monumentos, praças, igrejas e templos.

Este legado é fruto das trocas culturais e do intercâmbio entre ocidente (Portugal) e oriente (China) que preservaram e mantiveram os traços arquitetônicos originais deste Centro, rico historicamente, até os dias atuais.

Um dos principais pontos turísticos de Macau, pertencente ao Centro Histórico, é a Ruínas de São Paulo, que antigamente era um complexo que compunha a Igreja da Madre de Deus e do Colégio de São Paulo, destruídos por um incêndio em 1835.

Atualmente, resta apenas a fachada da Igreja da Madre de Deus, que é um exemplar único de arquitetura barroca em território chinês e foi considerado um Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, em 2005, juntamente com os outros 28 patrimônios arquitetônicos que compõem o Centro Histórico de Macau.

Ruínas de São Pedro (Foto: Macau localism)

Ruínas de São Pedro (Foto: Macau localism)

A concentração de chineses posando para fotos fazendo símbolos de “V” com os dedos neste ponto turístico é surreal, parece até que a China inteira se concentra por lá.

Perto das Ruínas de São Paulo encontra-se a Fortaleza do Monte, monumento histórico que oferece uma vista panorâmica da cidade e que possui alguns canhões do século XVII, e o Museu de Macau, local onde está um acervo que conta sobre os antepassados da região. A entrada é gratuita.

Canhão do século XVII na Fortaleza do Monte (Foto: Matheus Pinheiro de Oliveira e Silva)

Canhão do século XVII na Fortaleza do Monte (Foto: Matheus Pinheiro de Oliveira e Silva)

Contudo, não é só do passado que vive Macau. A modernidade também tomou conta de da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), e fez com que surgissem modificações consideráveis em sua composição geográfica.

O istmo de Cotai foi expandido com aterros para que pudesse ser criada uma Las Vegas na Ásia, local de concentração de centros de entretimento, de jogos e de hotéis de luxo.

A liberação para o desenvolvimento da atividade dos jogos fez com que cadeias hoteleiras de luxo se estabelecessem rapidamente e criassem cassinos colossais, compondo a paisagem moderna de Macau que se agiganta perto dos conjuntos arquitetônicos históricos da RAEM.

Vista da Torre de Macau e do cassino MGM (Foto: Matheus Pinheiro de Oliveira e Silva)

Vista da Torre de Macau e do cassino MGM (Foto: Matheus Pinheiro de Oliveira e Silva)

Fachada iluminada do cassino Sands (Foto: Divulgação)

Fachada iluminada do cassino Sands (Foto: Divulgação)

Cassino Grand Lisboa e seu icônico formato de abacaxi (Foto: Tom Bricker)

Cassino Grand Lisboa e seu icônico formato de abacaxi (Foto: Tom Bricker)

Macau possui hotéis de luxo como Venetian, Wynn, Crown, Grand Lisboa, The Sands, MGM, entre outros, que totalizam 35 cassinos e complexos hoteleiros, atraindo os olhares de turistas asiáticos adeptos de jogos, principalmente os chineses.

Macau, Las Vegas no oriente (Foto: Divulgação)

Macau, Las Vegas no oriente (Foto: Divulgação)

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As estruturas dos gigantescos hotéis de luxo surpreendem pela arquitetura chamativa, porém não é só a parte externa que nos deixa boquiabertos.

Cada cassino possui sua peculiaridade e atrações especiais, que fica difícil escolher qual é o mais impressionante dentre todos.

Por exemplo, o Grand Lisboa possui obras de artes banhadas a ouro e cravadas em pedras preciosas, além da exposição do maior diamante sem falhas internas do mundo que custa mais de 100 milhões de dólares e de uma imponente esmeralda.

Imponente esmeralda e seus tons de verde (Foto: Matheus Pinheiro de Oliveira e Silva)

Imponente esmeralda e seus tons de verde (Foto: Matheus Pinheiro de Oliveira e Silva)

Precioso diamante de mais de 100 milhões de dólares (Foto: Matheus Pinheiro de Oliveira e Silva)

Precioso diamante de mais de 100 milhões de dólares (Foto: Matheus Pinheiro de Oliveira e Silva)

Pouco luxo dentro deste cassino não é mesmo?

Espera que não acabou ainda!

Obra de arte com detalhes incríveis e banhada a ouro (Foto: Matheus Pinheiro de Oliveira e Silva)

Obra de arte com detalhes incríveis e banhada a ouro (Foto: Matheus Pinheiro de Oliveira e Silva)

Além de suas exuberantes exibições de artes em seu interior, o hotel-cassino Grand Lisboa detém outros fatos marcantes.

Possui mais de 400 quartos luxuosos, além de suítes, e tem 47 andares e 261 metros de altura, sendo o edifício mais alto de Macau e o 118º mais alto do mundo (se considerado apenas a estrutura).

Grand Lisboa (Foto: Netgeo)

Grand Lisboa (Foto: Netgeo)

Você se surpreendeu com o Grand Lisboa? É porque ainda não conheceu os outros 34 cassinos de Macau. Fica até difícil falar de todos, já que cada um possui números expressivos. Existem diversos outros cassinos que também deixam os turistas boquiabertos, como:

  •  City of Dreams: Três grandes hotéis (Crown Towers, Hard Rock Hotel e Grand Hyatt Macau) que possuem juntos mais de 1.600 suítes, 450 mesas e 1.514 máquinas de jogos e mais de 20 restaurantes, além de shows diversos.
  • Wynn Macau: Possui 1.014 suítes, 501 mesas de jogos e 375 máquinas caça-níquel e 11 restaurantes.
  • Sands: Possui 289 suítes, 700 mesas de jogos e 1.200 máquinas caça-níquel e 7 restaurantes.
  • MGM: Possui 600 suítes, 345 mesas de jogos e 1.035 máquinas caça-níquel e 8 restaurantes.
  • Altira Macau: Possui 216 suítes, 220 mesas de jogos e 500 máquinas caça-níquel e 10 restaurantes.
  • Cassino Lisboa: Possui cerca de 1.000 suítes, 107 mesas de jogos e 146 máquinas caça-níquel e 14 restaurantes.

Esses foram alguns dos 35 cassinos de Macau citados que surpreendem pelo tamanho, serviços diversos e luxo. Apesar disso, existe um cassino que deixa todos eles para trás, o Venetian Macau.

Venetian Macau é o maior cassino do mundo e fica em Macau.

Para saber mais sobre o Venetiam Macau, clique aqui!

Segundo a Bloomberg Business Week, Macau é o maior hub de jogos do mundo, ultrapassando em sete vezes Las Vegas, totalizando um valor de 45,2 bilhões de dólares no ano de 2013. Se for comparar os valores ganhos na indústria de jogos de janeiro a novembro no ano de 2013, Macau gerou US$ 41 bilhões contra US$ 5,8 bilhões de Las Vegas.

Não é surpresa que Macau é a Las Vegas no Oriente, já que possui quatro dos cinco maiores cassinos do mundo, além de ultrapassar a região americana, berço dos jogos de azar no mundo, em termos de receita.

E agora? Você continua achando que Las Vegas é o grande polo dos jogos no mundo?

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