Medellín e seus encantos

Como tudo começou

Estava no fim de uma experiência dentro da empresa júnior de administração do Ceará e com sede de uma nova aventura tão transformadora quanto foi à de presidente de uma entidade. E tinha certo que eu queria conhecer a Índia, pois achava que ela me proporcionaria uma coisa totalmente diferente do que as já vividas.

Durante esse período decidi sair de um emprego que me matava com sua rotina, me formei e entrei pra AIESEC. Até o dia 1° de novembro estava me preparando pra viver uma experiência profissional na Índia até que fui eleito diretor de marketing na organização e tomei a decisão de fazer um intercâmbio mais curto e em um país que me desse uma experiência tão rica quanto.

Colômbia foi o lugar, mais precisamente em Medellín!

Cultura Paisa

Paisa assim eram chamadas as pessoas de Medellín que tem um jeito todo especial de ser: na fala, nos gestos e no jeito de se vestir, as pessoas em si eram bem diferentes da própria Colômbia.

Logo de cara pude perceber isso. Durante a minha viagem de São Paulo para Bogotá conheci um nativo que me ajudou simplesmente em tudo antes de eu chegar: moeda, o que fazer, onde andar, como me portar, lugares para visitar e não visitar também, etc. Essa gentileza e bondade era uma coisa muito peculiar não somente dele, mas de todas as pessoas que conheceria em Medellín.

Aproximadamente 1.600 metros de altitude era a distância do nível do mar, cercada por montanhas e casinhas no topo delas, além de grandes prédios e uma linda arquitetura era o que rodeava a cidade colombiana quando visto de cima, pela janela do avião. Ao sair do aeroporto uma mistura de emoções tomava conta de mim, pois eu não saberia o que eu viveria dali em diante. Mas um coisa era certa: a cidade realmente era do jeito que eu tinha visto pela janela do avião, porém ainda mais bonita.

Medellín a noite (Foto: oasiscollections)

Medellín a noite (Foto: oasiscollections)

Eu não sabia falar nada de espanhol, nem mesmo formar uma única frase simples além de “Si, gracias”. Muito menos compreendia alguma coisa, então ao falar com a primeira pessoa já bateu o desespero.

Era só um desafio de vários outros que enfrentaria.

Entre falar portunhol e inglês consegui chegar onde eu morava próximo ao estádio, uma região mais central de Medellín (morava na Carrera 70 com calle 42. Sim, as ruas são numeradas!). Ela pra mim era estranha: pessoas, clima, geografia e a incrível mistura de uma cidade grande com pequena e moderna, mas ao mesmo tempo a cara dos anos 90 que até hoje não consigo explicar isso.

A cidade em si era muito bonita e sempre cercada de verde e felicidade, porém o que eu escutava bastante das outras pessoas, da mídia e até das coisas que tinha conhecimento sobre Medellín circulava muito entre a violência da década de 90, as FARC, narcotráfico, Pablo Escobar e o futebol.

Na estação de bondinho La Aurora (Foto: Yuri Barreto)

Na estação de bondinho La Aurora (Foto: Yuri Barreto)

Um mundo muito limitado e desconhecido sabia que não era disso que a Colômbia era feita. Mas as informações que eu tive acesso foram muito limitadas. Principalmente porque eu quis ser surpreendido com o que eu iria encontrar.

E foi uma experiência incrível: aprendi a dançar salsa, um pouco de batchata também (não aprendi a escrever isso), aprendi a fazer comidas diferentes, comi coisas diferentes, vivi um estilo de vida que nunca havia experimentado misturado com muitas emoções e cidades diferentes que conheci como, por exemplo: Guatapé.

Deslumbrando Guatapé (Foto: Yuri Barreto)

Deslumbrando Guatapé (Foto: Yuri Barreto)

Essa cidade, de todas que conheci foi uma das mais bonitas, singela e colorida.

A Colômbia é magnífica e foi sem dúvidas a melhor escolha que eu poderia ter feito.

Projeto

Meu projeto foi o lugar onde mais eu aprendi com as pessoas e sobre mim mesmo. Fui para trabalhar para inserção da cultura brasileira para as pessoas de todas as idades, desde crianças até idosos. Porém, durante meu projeto, pude planejar meu próprio trabalho e fazer outro pedido que era ajudar a biblioteca que eu trabalhava com gestão de projetos.

Trabalhei ensinando forró para mulheres que na maioria das vezes sofreram algum tipo de agressão, pude aprender a dançar um pouquinho durante esse período dos ritmos colombianos e me apaixonar por salsa.

Pude trabalhar durante uma semana com crianças (niños, como eles chamavam) e gestão de novos projetos e atividades para a biblioteca que, por sua vez, repassavam algumas atividades para comunidade e outras bibliotecas na cidade.

Amigos do intercâmbio (Foto: Yuri Barreto)

Amigos do intercâmbio (Foto: Yuri Barreto)

Foi muito marcante essa experiência principalmente pelo autoconhecimento adquirido, onde eu passei a ser bem mais humano e atento pras pessoas e para o mundo. Além de ser muito mais orientado para solução, pois eu me perdi algumas vezes na cidade, não falava espanhol e tive que aprender, tive que me virar com pouco dinheiro (apesar de ser um país que tem o custo de vida baixo) etc. Essas situações me ajudaram bastante a desenvolver várias características para eu me tornar uma pessoa melhor.

Hoje, sou uma pessoa muito mais aberta pro mundo e para as questões e problemas sociais da minha cidade. Não só observo, mas aprendi a sair da minha zona de conforto e tenho certeza que a Índia (aquele meu primeiro sonho) virá para tornar isso muito mais forte.

Dados do Intercambio:

Período de realização: Dezembro de 2014 à Janeiro de 2015
País de destino: Colômbia
Projeto Realizado: WINTERCAMP

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2 Comments

  1. Olá Anna Beatriz! Que bacana!
    Agradecemos a citação e que mais interações como esta possam acontecer para que trilhemos o caminho que desejamos com nossos trabalhos!
    Sucesso para o seu blog e para todos nós!

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